O que é a dermatite, causas, sintomas e tratamento da dermatite. Todas as tipologias da dermatite, atópica, seborréica, contato, e outras.


Mostrando postagens com marcador tratamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tratamentos. Mostrar todas as postagens

Dermatite esfoliativa generalizada - Sintomas e tratamento

A dermatite esfoliativa generalizada é uma inflamação grave que afeta toda a superfície cutânea e produz hiperemia e descamação intensas. Certos medicamentos (sobretudo as penicilinas, as sulfonamidas, a isoniazida, a fenitoína e os barbitúricos) podem causar a dermatite esfoliativa generalizada. Em alguns casos, trata-se de uma complicação de outras doenças da pele como, por exemplo, a dermatite atópica, a psoríase e a dermatite de contato. Certos linfomas (cânceres dos linfonodos) também podem causar dermatite esfoliativa generalizada. Em muitos casos, nenhuma causa pode ser encontrada.

Sintomas

A dermatite esfoliativa generalizada pode iniciar de forma rápida ou lenta. Toda superfície cutânea torna-se vermelha, descamativa, espessa e, às vezes, com crostas. Alguns indivíduos apresentam prurido e aumento dos linfonodos. Embora muitos apresentem febre, eles podem sentir frio porque uma grande quantidade de calor é perdida através da pele lesada. Grandes quantidades de líquido e de proteínas podem extravasar e a pele lesada é uma barreira deficiente contra as infecções.

Tratamento

O diagnóstico e tratamento precoces são importantes para evitar que a infecção e a perda de líquido e de proteínas coloquem a vida do paciente em risco. Qualquer medicamento ou substância química que possa estar causando a dermatite deve ser eliminado. Quando a causa da dermatite é um linfoma, o tratamento deste ajuda a eliminá-la. Os indivíduos com dermatite esfoliativa generalizada grave freqüentemente necessitam de hospitalização e são tratados com antibióticos (para combater a infecção), líquidos intravenosos (para repor a perda líquida através da pele) e complementos nutricionais.
O tratamento deve incluir medicações e cobertores térmicos para controlar a temperatura corpórea. Os banhos frios seguidos por aplicações de vaselina e curativos com gaze podem ajudar a proteger a pele. Os corticosteróides (p.ex., prednisona) administrados pela via oral ou intravenosa são utilizados somente quando as outras medidas não forem eficazes ou quando a doença torna-se grave.

Dermatite atópica - Diagnóstico e tratamento

A evolução e prognóstico do quadro da dermatite atópica vão depender da severidade e duração. Aproximadamente 60% dos casos iniciam-se durante o primeiro ano de vida e evoluem com exacerbações e remissões. As porcentagens de melhora variam, de forma que cerca de 40 a 60% melhoram depois de 10 a 20 anos de padecimento do quadro. Os fatores que dão prognósticos menos favoráveis são, início precoce, forma infantil severa, alergia respiratória, história familiar de atopia e sexo feminino. 30% dos pacientes desenvolvem asma e 25% rinite alérgica de forma conjunta.
O tratamento da dermatite atópica implica em muitas medidas de cunho medicamentoso e em alterações ambientais. Especialistas dizem que primeiramente se devem eliminar ou reduzir os fatores desencadeantes através de medidas gerais, com a possibilidade de utilizar terapêutica tópica ou sistêmica (uso de antialérgicos) no caso de aparecimento de lesões e complicações; e medidas gerais incluem cuidados com a pele, como lubrificação. Especialistas afirmam ainda que as lesões da pele podem ser modificadas por fatores psicológicos, infecciosos e imunológicos, de forma que a abordagem terapêutica é complexa. Entre os aspectos psicológicos a serem considerados no tratamento, são apontados uma boa relação médico-paciente-pais, a evitação de situações que provoquem ansiedade, vergonha, raiva, ressentimento e fadiga excessiva.